A Taurus encerrou 2024 com uma performance sólida, marcada por um quarto trimestre de destaque: receita de R$ 455,2 milhões, margem bruta de 36,2% e Ebitda ajustado de 19,7%. Esses resultados mantêm a empresa na liderança entre as fabricantes globais de armas leves em rentabilidade operacional, superando concorrentes como Ruger e Smith & Wesson.
O ano foi estratégico para a companhia. A Taurus lançou 30 novos produtos — 16 nos EUA e 14 no Brasil — incluindo modelos com o calibre exclusivo .38 TPC, que já representa 56% das pistolas registradas no SINARM. A GX2, novidade do portfólio, foi lançada de forma simultânea no mercado brasileiro e norte-americano em janeiro de 2025. A Taurus também avançou na ampliação do portfólio voltado ao setor militar, incluindo o desenvolvimento de submetralhadoras e armamentos até o calibre .50mm, com planos de criar uma nova unidade de negócios e avaliar parcerias internacionais, como as negociações em curso com uma empresa na Turquia.
Internacionalmente, a empresa alcançou marcos relevantes. A joint venture com a JD Taurus, na Índia, já iniciou vendas para o mercado civil e participa de licitações que podem superar 450 mil armas. A Taurus passou com êxito nos testes finais da maior licitação de fuzis já realizada no mundo, com resultados esperados para o segundo trimestre de 2025. Já na Arábia Saudita, a parceria com a Scopa Military Industries avança para a instalação de uma operação local, fortalecendo o plano de internacionalização da companhia.
No Brasil, a construção da Taurus Shooting Academy segue em ritmo acelerado, enquanto o novo prédio do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/EUA – CITE se consolida como pilar do investimento em P&D. A implantação do SAP na Taurus USA também foi concluída em janeiro, após 11 meses de trabalho.
No campo da sustentabilidade, o 2º Relatório ESG da companhia apresentou avanços como reuso de água, 98,5% de reaproveitamento de resíduos e pesquisas com grafeno e nióbio. A Taurus encerrou 2024 com R$ 536,7 milhões em reservas de lucros e distribuiu R$ 42,7 milhões aos acionistas — R$ 38,3 milhões em dividendos e R$ 4,4 milhões em recompra de ações.
Perspectivas para 2025 incluem leve crescimento frente ao ano anterior, com tendência de alta na demanda nos EUA, especialmente com o novo governo favorável ao direito à posse de armas. No Brasil, a expectativa é de estabilidade, com possível retomada da demanda por armas de uso restrito após mudança regulatória.