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estudantes da USP desenvolvem simulador de trajetória de foguetes

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estudantes da USP desenvolvem simulador de trajetória de foguetes

Os foguetes normalmente lançados pelas universidades, inclusive os do Projeto Jupiter, são de médio porte, conhecidos como foguetes de sondagem; bem diferentes do que vemos nos filmes e noticiários.

Guilherme Fernandes explica ao Jornal da USP que eles geralmente podem ser de duas categorias: os que atingem uma altura máxima (chamada apogeu) de 1 quilômetro (km) de altitude e os que chegam ao triplo disso. Estes mais potentes pesam cerca de 30 quilos (kg), têm, em média, 3 metros de comprimento e podem passar de 1000 km/h. Com essa velocidade chegam bem perto da barreira do som, ou seja, quase são mais rápidos que o som, que viaja a cerca de 1200 km/h — quando isso acontece, ouve-se um estrondo e o regime supersônico.

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Trajetória de um foguete simulado pelo RocketPy. O foguete começa o voo na posição (0,0,0), percorre trajetória até pouco mais de 3 km e então retorna ao solo com auxílio de paraquedas, sendo levado pelo vento local – Foto: cedida pelos pesquisadores

Os mais utilizados em lançamentos pela equipe são os mais modestos, com menor apogeu. Geralmente, eles possuem 8 kg de massa total, cerca de 2 metros de comprimento e podem atingir velocidades máximas da ordem de 600 km/h, o que significa que o foguete chega ao seu ponto máximo em aproximadamente 14 segundos, parâmetro também estimado com precisão pelo código.

Pelas dimensões dos veículos, eles são muito semelhantes a mísseis e, por isso, lançá-los é um risco. Por segurança, é necessário saber com boa precisão onde será o local de queda. Por isso, o objetivo da pesquisa foi desenvolver um software que conseguisse prever o comportamento dos foguetes, desde a ignição do motor, seu lançamento, até atingir seu apogeu e pousar. “Com o código desenvolvido, conseguimos uma boa precisão da posição de queda do foguete; temos um bom grau para determinar a área em que o foguete cai e, assim, garantir que não haja perigo”, afirma Giovani Ceotto. De acordo com ele, além de um paraquedas, que suaviza a aterrissagem e impede que caiam balisticamente, o que diferencia esses foguetes de mísseis é o propósito científico dado ao voo.

Fonte: Defesa em Foco

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