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WEG aposta em energia no Brasil e EUA

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WEG aposta em energia no Brasil e EUA

A WEG acaba de dar passos considerados importantes para reforçar sua posição em geração, transmissão e distribuição (GTD) de energia, uma de suas principais unidades de negócio.

No Brasil, a companhia catarinense anunciou a aquisição da fabricante mineira Balteau Produtos Elétricos, agregando à carteira uma nova linha de produtos. Já nos Estados Unidos, outro mercado-chave para equipamentos de energia, está inaugurando sua quinta planta de transformadores, após um investimento de US$ 17 milhões.

Embora as duas iniciativas sejam distintas e envolvam estratégias específicas para cada um dos mercados, elas se encaixam no mesmo propósito da companhia de aproveitar as oportunidades surgidas com as profundas transformações do setor de energia ao redor do mundo, afirmou ao Valor Carlos Diether Prinz, diretor superintendente da WEG Transmissão e Distribuição (T&D).

No caso do mercado brasileiro, a companhia fechou um acordo para a compra de 100% do capital social da Balteau, por valor não revelado. Situada no município de Itajubá (MG) e com um parque fabril de 11.800 m² de área construída, a empresa é especializada em produtos que a WEG ainda não tem em seu portfólio: transformadores para instrumentos e conjuntos de medição. Em 2020, a receita líquida da Balteau foi de R$ 121,7 milhões.

“Os nossos transformadores tradicionais são de grande potência, aplicados nas hidrelétricas, indústrias. Esse produto que estamos incorporando ao portfólio agora serve para medir energia, ele transforma as grandes correntes em voltagens que podem ser medidas. Com isso, vamos avançar muito na digitalização – nos ajudará a transformar as subestações de energia em produtos mais inteligentes, digitalizados”, explica Prinz.

De acordo com o executivo, os novos produtos serão trabalhados inicialmente no mercado brasileiro, mas no futuro a ideia é que eles possam ser internacionalizados. “A Balteau é uma das grandes ‘players’ no país. Em transformadores de até 550 kilovolts (kV), ela tem capacidade de produção de 350 peças por ano, um volume bastante significativo”.

Essa é a primeira grande aquisição anunciada pela WEG desde janeiro de 2020, quando comunicou a compra da fábrica de transformadores da TSEA, no município de Betim (MG). Nesse meio tempo, a companhia continuou avaliando oportunidades de aquisições, mas considerava que o contexto da pandemia da covid-19 dificultava processos de “due dilligence” e eventual integração de novos negócios.

Já no caso da nova fábrica nos Estados Unidos, a ideia é expandir sua capacidade de produção de transformadores para atender sobretudo clientes industriais e concessionárias de energia elétrica. “Somos líderes em transformadores para parques de geração renovável nos Estados Unidos, mas ainda não temos uma inserção forte na indústria e nas utilities”, observa o executivo.

Localizada na cidade de Washington (Missouri), onde a empresa já possui outras duas unidades operando desde 2017, a nova fábrica da WEG recebeu investimentos de US$ 17 milhões e será dedicada à produção de transformadores de potência até 10 MVA (megavoltampère) e tensão até 46 kV.

A América do Norte é o principal mercado da WEG fora do Brasil e, na área de energia, suas operações estão divididas em plantas nos Estados Unidos e no México. Para atender outros mercados estratégicos, a fabricante tem ainda unidades fabris no Brasil, na Colômbia e na África do Sul.

Segundo o diretor da WEG, a fábrica de transformadores de Betim, cuja aquisição foi concluída em dezembro do ano passado, já está operando a 100% da capacidade. “Temos uma expectativa bastante positiva para o negócio de transmissão e distribuição no Brasil. Nos últimos dois anos os leilões de transmissão foram um pouco reduzidos, mas vemos uma grande oportunidade para o futuro”. Já nos EUA, a aposta é de que o plano de crescimento de geração renovável de energia puxará também investimentos massivos em transmissão. “Esse novo parque renovável, principalmente solar, que está sendo ventilado terá que ter sua energia transmitida. Lá, se fala em construir um novo grid de transmissão”.

Fonte: Valor

Fonte: Defesa em Foco

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