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Taurus realiza reunião APIMEC e para 2023 tem como foco a remuneração dos acionistas

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Taurus realiza reunião APIMEC e para 2023 tem como foco a remuneração dos acionistas

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Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus

A Taurus Armas realizou nesta quarta-feira (07), em São Paulo, reunião pública em conjunto com a APIMEC (Associação dos Profissionais de Investimentos de Mercado de Capitais).

No encontro, o CEO Global da companhia, Salesio Nuhs, revelou aos analistas e investidores que o foco para 2023 é a remuneração de seus acionistas. Além de distribuir dividendos de, no mínimo, 35% do lucro líquido ajustado, conforme seu estatuto social, a Taurus pretende criar reservas legais necessárias para pagar dividendos com maior frequência e fazer um programa de recompra de ações, sem comprometimento do caixa da empresa. “A estratégia da Taurus sempre foi buscar o melhor retorno para seus acionistas e continuaremos atuando dessa forma”, pontuou Nuhs.

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Salesio Nuhs relembrou o caminho vencedor percorrido desde 2018 até chegar a esta atual e promissora fase da companhia, passando por mudanças estruturais (de gestão, produção e logística), renovação e ampliação do portfólio de produtos, consolidação dos resultados com eliminação de alavancagem financeira, forte geração de caixa, ganho de market share, investimentos robustos em tecnologia, P&D (pesquisa e desenvolvimento) e automação, assim como crescente capacitação e desenvolvimento de pessoas.

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Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus

A companhia, que completou 83 anos recentemente, se mostra pronta para um futuro inovador. Para isso, nos últimos dois anos, investiu mais de R$ 330 milhões em estrutura física (renovação do parque fabril), em pesquisa & desenvolvimento e em modernos equipamentos, de modo a dar sustentação ao crescimento da empresa, aumentando ainda mais sua competitividade. A Taurus, inclusive, alcançou o objetivo mencionado na última reunião APIMEC, em 2021, e se tornou a maior vendedora mundial de armas leves.

O DNA da Taurus atualmente é voltado a entregar resultados sólidos, com rentabilidade sustentável. De acordo com o CFO e diretor de Relações com Investidores da Taurus, Sergio Sgrillo, a empresa conseguiu equalizar a questão financeira, manteve custos e despesas sob controle e alcançou margens bem superiores às de concorrentes internacionais de capital aberto. A margem bruta da Taurus foi de 47,7% nos 9 meses de 2022 (jan/set 22), enquanto a Smith & Wesson apresentou margem bruta de 39,3% e a Ruger de 31,5%. Já em margem EBITDA, a da Taurus foi de 32,3%, da S&W 28,3% e da Ruger 23,7%.

“Uma empresa que gasta menos com despesas financeiras, é uma empresa que tem mais dinheiro para os seus acionistas. Conseguimos crescer de maneira sustentável e nos tornamos um modelo de negócio no mercado de armas a ser seguido. Estamos com um processo de internacionalização muito forte, levando nosso modelo de negócio para outros países, transferindo tecnologia, como para a Índia”, afirmou Sgrillo.

A 1ª fase do projeto de construção da nova unidade industrial na Índia, da joint venture com o Jindal Group – J Hind Taurus –, está concluída. A instalação de máquinas e equipamentos está em fase final, com previsão para o início das operações no primeiro trimestre de 2023, após a obtenção das autorizações necessárias.

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Sergio Sgrillo, CFO e diretor de Relações com Investidores da Taurus

Durante a reunião, Leonardo Sesti, Diretor de Engenharia e Qualidade da Taurus, falou sobre as novidades e perspectivas para 2023 na área de excelência, inovação e tecnologia.

Para o desenvolvimento de produtos inovadores, a Taurus conta com seu Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos – CITE, base do forte ritmo de lançamentos da companhia, e que conta atualmente com mais de 250 engenheiros focados em soluções tecnológicas.

Com investimentos ousados, a Taurus continua impressionando com seus lançamentos, com produtos direcionados para atender as necessidades dos clientes. Depois de lançar a pistola GX4 Graphene, que colocou o Brasil como pioneiro no uso do grafeno em componentes de uma arma, outros projetos de engenharia de materiais estão em andamento, como a aplicação de nano partículas de nióbio – projeto com a Nione, unidade das empresas Randon e Fras-le –, de DLC (Diamond Like Carbon) – o primeiro lote, de mil canos de armas, começou a ser produzido com essa tecnologia esse mês no Brasil, e o parceiro vai integrar o complexo de fornecedores da Taurus em São Leopoldo (RS) no próximo ano –, e de polímeros de fibras longas – parceria inédita de transferência de tecnologia com uma empresa norte-americana para desenvolver este material. Os engenheiros da Taurus estão desenvolvendo a solução no Brasil e atualmente os carregadores do fuzil T4 já contam com essa tecnologia.

A Taurus também pretende seguir com a estratégia de desenvolver produtos sazonais e realizar campanhas focadas em datas comemorativas, como a edição especial do revólver Taurus 85 UL “Strong Women” lançada no Dia Internacional das Mulheres e que foi um sucesso de vendas.

No que se refere a investimento em sistemas, a empresa prevê para o ano que vem a adoção da nova versão do SAP, a padronização e integração dos sistemas nas unidades do Brasil, EUA e Índia, além do sistema Tracionado de Valor, que é o novo conceito de manufatura, com toda comunicação online, que será implantada no mais recente pavilhão da unidade da Taurus em São Leopoldo (RS), onde serão produzidos revólveres. A expectativa é que essa instalação comece em abril de 2023.

Sesti também comentou durante o encontro sobre a 1ª célula de manufatura autônoma da Taurus, que funciona por meio de inteligência artificial, no qual a tendência é zerar a sucata e não conformidade. O executivo informou que a parte de automação está instalada, com os robôs montados no pavilhão e está em fase de finalização da programação, com previsão para o pleno funcionamento até abril do ano que vem.

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Leonardo Sesti, Diretor de Engenharia e Qualidade da Taurus

A Taurus também vem empenhando grandes esforços no desenvolvimento e consolidação de ações quanto à pauta ESG (sigla em inglês para “ambiental, social e governança corporativa”). Depois de realizado o levantamento de seu posicionamento em termos ESG pela assessoria técnica da Ernst & Young (E&Y), a Taurus montou em 2022 uma área dedicada, um grupo de trabalho multidisciplinar voltado para esses temas e o Comitê ESG, formado por toda a alta direção. Mais uma vez, a Taurus está sendo pioneira em seu setor, criando a cultura ESG, trazendo para dentro da companhia essa questão de maneira formal.

Os trabalhos já realizados envolvem o mapeamento da matriz de materialidade, a elaboração de indicadores ESG e a avaliação e quantificação de dados para preparação do Inventário de Emissão de Gases do Efeito Estufa da Taurus. A empresa também está elaborando o primeiro Relatório Anual de Sustentabilidade que será apresentado entre os meses de abril e maio de 2023.

Na visão do CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, a pauta ESG é uma ação estratégica, que traz impactos positivos para a sociedade, para o ambiente e para os negócios, e irá agregar nos resultados da companhia, com ganhos como redução de resíduos, de consumo de energia e de água, dos custos, aumento da produtividade por meio da capacitação dos profissionais e de ambientes revitalizados, entre muitos outros ganhos.

A coordenadora de ESG da Taurus, Patricia Schacker dos Anjos, falou durante a reunião APIMEC sobre os avanços da companhia na área e das futuras ações em ESG, entre elas o Projeto Trilhar, com previsão de início em janeiro de 2023, com a criação de trilhas de carreiras voltadas ao desenvolvimento profissional dos colaboradores. Para isso, a Taurus, por meio de uma parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio do Grande do Sul (FIERGS), oferecerá treinamentos em uma plataforma e ambiente dedicados para o desenvolvimento das pessoas dentro da empresa.

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Patricia Schacker dos Anjos, coordenadora de ESG da Taurus

Por fim, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, comentou sobre os desafios e potenciais oportunidades comerciais. Entre elas, a maior licitação de fuzis da história do mundo, de 450 mil fuzis para o Ministério de Defesa da Índia, que a Taurus pretende participar e, para tal, já enviou em outubro deste ano o RFI (Request for Information) com os dados solicitados. Este grande contrato significaria o faturamento de um ano da Taurus, o que garantiria um bom futuro para a companhia caso vença.

Além de outras oportunidades identificadas na Índia, tais como: uma compra emergencial de 5 mil submetralhadoras para o Exército, licitação de 4 mil pistolas para as Forças de Segurança que estão em fase de testes, aquisição emergencial de 5 mil fuzis e 5 mil pistolas para as Forças Policiais, e aguardando a aprovação de mais 15 mil fuzis, além da possibilidade de aquisição de pistolas e fuzis pela Guarda Nacional que tem mais de 1 milhão de integrantes.

Como forma de atrair fabricantes de alta tecnologia a instalar fábricas no país, a maioria dessas licitações tem entre os requisitos a exigência de que a empresa possua operação na Índia, o que é mais uma vantagem para a Taurus que já está estruturada no país.

Por outro lado, o grande desafio será o treinamento das pessoas, cultura e processos na nova fábrica na Índia. Ciente disso, a Taurus tem preparado seus engenheiros e técnicos para essa integração.

Já no mercado de armas dos EUA, maior do mundo e principal destino dos produtos da marca Taurus, há uma tendência de estabilização das vendas no patamar atual. A empresa não prevê uma queda nas vendas. Pelo contrário. Mesmo com o boom de vendas que aconteceu nos últimos anos, existem ainda os estoques no varejo, na cadeia de distribuidores. Além disso, o NICS (National Instant Criminal Background System) – índice que representa a intenção de compra de arma de fogo nos EUA por meio da verificação de antecedentes feita pelo FBI – dá mostras de que 2023 será um bom ano. Entre janeiro e setembro desse ano foram feitas 11,9 milhões de consultas, 3º número mais alto já registrado para o período desde que esse sistema foi adotado, em 2000. A expectativa do mercado é que o ano de 2022 encerre com mais de 15 milhões de intenções de compras de armas nos EUA, número maior que o período pré pandemia de Covid-19.

Entre as oportunidades nos EUA, destaque para as eleições de 2024 que deverá proporcionar um aquecimento da demanda por armas, como normalmente acontece nestes períodos em razão do receio do consumidor de que novas medidas de controle das armas venham a ser adotadas. Além disso, a Taurus segue com lançamento de produtos inovadores, buscando sempre agregar valor ao produto com menor custo.

No Brasil, para 2023, com a entrada de um novo governo, a Taurus se posiciona de maneira conservadora e prudente, preparada para vivenciar no País um ambiente de maior questionamento com relação ao direito à legitima defesa e à liberdade, no que diz respeito à posse e ao porte de armas. Além de um possível crescimento no mercado de armas para a segurança pública e privada.

Nuhs também mencionou durante a reunião uma outra grande oportunidade no Brasil em termos de modelo de negócios, a loja física AMTT – Armas Munições Tiro e Treinamento, inaugurada pela Taurus e a CBC em São Paulo no dia 30 de novembro de 2022. Esta é a 2ª loja conceito das marcas – a 1ª foi inaugurada em novembro de 2021 em Brasília –, sendo o maior empreendimento brasileiro voltado ao mercado. As lojas conceitos têm como objetivo serem referências para o Programa de Franquias TAURUS CBC, que será lançado ao mercado a partir de 2023. Serão três opções de módulos, com tamanhos menores do que das lojas conceitos. Além disso, a Taurus também pretende criar um centro de customização de armas em São Paulo para os consumidores.

Com relação as vendas para outros países, a equipe de inteligência de mercado da Taurus segue mapeando futuras licitações, com oportunidades de participar agressivamente dessas concorrências durante todo o ano de 2023.

Selo Assiduidade APIMEC 5 anos

Em reconhecimento pelo constante relacionamento com investidores e analistas, a Taurus recebeu na reunião o selo Assiduidade APIMEC Brasil 2022 por 5 anos de apresentações ininterruptos. O certificado tem como objetivo fortalecer a imagem das empresas que atuam em linha com a boa governança corporativa, salientando a transparência, a prestação de contas e a equidade na divulgação das informações.

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Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, recebendo o selo Assiduidade APIMEC Brasil 2022

Os analistas e investidores, ao final das apresentações, tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos executivos da empresa, que responderam e esclareceram todas as dúvidas.

Confira a apresentação completa da reunião APIMEC em https://www.taurusri.com.br

Fonte: Defesa em Foco

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